Pedra Riscada… Lumiar, sabe?


Destino: Pedra Riscada, via Vento Solar

Localidade: Lumiar, distrito de Nova Friburgo a 150 Km da capital do Rio de Janeiro (e 35 Km de Nova Friburgo), com aproximadamente 500m de altura (ou 1.425m ao nível do mar)

Quando: Feriado da Semana Santa (21 a 24 de abril)

Previsão do tempo: Condições de sol durante o sábado

Levantamos às 6h30 e estávamos prestes a descobrir nossa trilha, onde  passaríamos a manhã literalmente explorando o lugar…

A excursão não-oficial do grupo era composta pelo guia Eliel França e pelos participantes Daniela Nobrega, Ana Claudia (Lila), Ester Capela, Abian Laginestra e Rodrigo Motta.

Atualmente estamos com problemas de acesso à via Vento Solar, pois o ideal é irmos pela propriedade de fazendeiros locais, porém os mesmos não tem facilitado o acesso. Fomos então pela trilha tradicional e saímos antes, para esquerda, em direção a via.

Como disse nossa amiga Lila: “A trilha não foi molezinha não. Com certeza chegar na base é o crux da via. Como a escalada é pouco freqüentada, o mato estava muito fechado e foi preciso usar facão e muita disposição para ignorar os arranhões, as ortigas, os cactos e a inclinação da trilha. Brincávamos que era uma trilha no melhor estilo Indiana Jones.  A trilha, em alguns pedaços, tem inclinação muito acentuada, sendo necessário se segurar em raízes e pedras. Levamos quase três horas do começo da trilha até a base da escalada.”

Nosso acesso só foi possível graças a disposição da Ester e Abian, cada um com seu facão e abrindo o caminho para nossa aventura do dia…

É um tal de bota pra cima que chegar na escalada e desistir, descer de rapel não é “recomendado”, como diz o Eliel.

Ao chegarmos no primeiro grampo, vimos que já tínhamos feito uma boa parte da montanha em paralelo à via, daí o motivo da grande inclinação no final na trilha. A escalada em si mistura-se bastante entre trilha, pedras, lances de aderência, um pequeno diedro e em seguida o tão falado “lance do careca” (a bromélia se mudou de lugar!!), que se trata de uma passada em horizontal e para quem guia, cair torna-se bem desagradável.

Sou a grande defensora de que com corda de cima não tem perrengue… mas quando se trata de horizontal, ai!!!! Não gosto mesmo!! Para minha surpresa repetir esse lance foi mais tranqüilo do que da última vez, quando caí na horizontal e ralei bastante… agora era o lance, eu e o Eliel do outro lado encorajando. Na hora deu até enjôo quando olhava para o lance, nunca vi isso !! mas uma hora tem que ir e fui, encaixei o pé direito em aderência, depois encaixei a mão por debaixo da laca (oposição) e rapidamente andei para a direita… um, dois, três movimentos praticamente e já estava do outro lado! Sim, é pequenino o lance e deu certo !! Agora era só aproveitar as aderências e partir para o cume…

Chegamos no cume por volta das quatro da tarde e descemos a pé, pela trilha tradicional de caminhada. Sobre a escalada, o Rodrigo diz que “a via é realmente muito interessante, com um misto bem legal de lances técnicos protegidos e fáceis expostos”.

E para finalizar, deixo o comentário da Lila que fez esta via pelaprimeira vez: “Uma escalada linda, com um cenário deslumbrante, unido a companhias agradáveis, fica perfeito!” “Espero que elas facilitem a repetição da via e ajudem a tornar a Vento Solar um novo clássico do local que promete ser um novo point de escalada (Pedra Riscada), completou Rodrigo.

Daniela Nobrega

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