Cachoeira Véu da noiva – PNSO

Rapel no Véu

A ideia do rapel era antiga. Há muito tempo atrás vi uma foto de uma mulher num rapel na cachoeira e nunca mais esqueci. Fiquei fascinada. Que sensação maravilhosa deveria ser descer uma cachoeira no meio das águas… (nessa época nem sonhava em fazer rapel). Aconteceu!

Num papo informal com o Luiz Alberto, numa quinta-feira na sede, pensávamos numa atividade para o fim de semana, e o LA comentou que o ideal seria algo refrescante em que pudéssemos fugir um pouco do calor. Surgiu então ideia do rapel na cachoeira. Prancheta aberta!

Sábado seguinte às 07h na Praça da Bandeira, nos encontramos: os guias LA e Eliel, eu, Dani, Gabriel (filho do Eliel), Bacellar, Thais e seu namorado Leonardo.

Partimos. Fizemos a paradinha clássica em Corrêas para um café, e seguimos em direção ao parque. Chegando lá recebemos a notícia de que as abelhas tinham voltado à cachoeira. O que fazer? Já estávamos lá… Após uma conversa com o funcionário do parque, os guias resolveram então tocar pra lá e avaliar a situação. Na pior das hipóteses, faríamos uma boa caminhada seguida de um banho nos poços para não perder a viagem.

Fizemos bem a caminhada. Em 45 minutos estávamos na entrada da trilha para o véu. O sol havia se escondido o que desincentivou alguns a encarar a cachoeira.

Chegando lá, os guias e eu subimos primeiro até a parte alta da cachoeira, para dar início aos trabalhos. Quem me conhece sabe que eu não tenho medo de água gelada, nem no inverno… rs. A propósito, algumas mutucas, mas nenhuma abelha. Ainda bem!

Tudo pronto para o rapel, desce o LA. Passado alguns momentos começamos a ouvir o LA chamando; não dava para ouvir nem ver nada de onde estávamos. Algo aconteceu… o rapel parou…LA estava com algum problema. Mais alguns momentos e a situação não se desenrolava… até que o Eliel fez um backup e foi até a borda da pedra pra tentar ver o que estava acontecendo. A corda tinha dado um nó na hora que foi jogada…e o Luiz tentava desfazê-lo. Como Eliel fez backup com corda de cima para os participantes, era uma questão de tempo ele resolver a situação. Daqui a pouco ouvimos a galera gritando comemorando a chegada do Luiz. Alívio geral.

Próximo: Eu!

Um pouco tensa ainda, mas também porque fora a técnica do rapel, tudo seria novo pra mim.

Bom, comecei bem devagar. A superfície da pedra é muito acidentada e algumas partes tem muito limo, então estava com medo de escorregar e bater na pedra. Aí veio o primeiro corpo a corpo com a água, huhuu! A água não estava gelada como esperava, ao contrário estava muito agradável! Que delícia! Depois disso relaxei e foi só curtição até o mergulho da chegada…até posei pra foto…rs…muito boommm!!!

Depois de mim subiram Dani, Thais o namorado dela e o Gabriel, mas não rapelaram. Em seguida desceu então o Eliel e depois o LA, mais uma vez. Após isso, como ninguém mais se animou a encarar a água fria, partimos de volta, finalizando com umas cervas geladas e um bom almoço.

É claro que ficou um gostinho de quero mais, afinal se o sol tivesse aparecido, teria sido um espetáculo e a galera com certeza teria aproveitado muito mais.

Todos de acordo: outro rapel na cachoeira antes do fim do verão!

Com sol é claro.

Maria Flavia Farias

Share

Leave a Comment