{"id":191,"date":"2011-10-03T10:03:38","date_gmt":"2011-10-03T13:33:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ceguanabara.wordpress.com\/?p=191"},"modified":"2011-10-03T10:03:38","modified_gmt":"2011-10-03T13:33:38","slug":"pedra-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/2011\/10\/03\/pedra-verde\/","title":{"rendered":"Pedra Verde"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03341.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-211\" title=\"foto Carlos Arruzzo\" src=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03341.jpg?w=300\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03341.jpg 2592w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03341-300x225.jpg 300w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03341-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em maio deste ano, recebi um convite do Boris, para uma conquista em Madalena. A cidade de Santa Maria Madalena fica a 250 km do Rio de janeiro e foi o ber\u00e7o de algumas celebridades como Sidney Magal e a gloriosa Dercy Gon\u00e7alves, cuja est\u00e1tua com os seios \u00e0 mostra encontra-se em lugar de destaque no pequeno centro urbano. A ideia parecia boa, agendamos uma data e nas semanas seguintes, sempre que esbarrava com o Boris, ele vinha com alguma foto a\u00e9rea nova,\u00a0 ou informa\u00e7\u00e3o. Mas nesta \u00e9poca, por quest\u00f5es pessoais e profissionais, estava sempre com pressa e pouco participei desta fase, confiando inteiramente no instinto do camarada Boris.<\/p>\n<p>Conforme a data chegava, me organizei e consegui fazer o m\u00ednimo: arrumar minha mochila, amolar o fac\u00e3o de mato, carregar a bateria da furadeira e organizar o restante do material de conquista.<\/p>\n<p>Em princ\u00edpio ir\u00edamos terminar uma conquista do Marquinhos, mas por algum motivo, na madrugada de sa\u00edda, nosso amigo come\u00e7ou a urinar vermelho. Nenhum de n\u00f3s queria acreditar que ser\u00edamos impedidos por uma simples tonalidade de urina e desta forma \u00e0s quatro da manh\u00e3, colocava solenemente as malas do Marcos no carro, quando ou\u00e7o: \u201c Xuxu! Diz ai&#8230; Como m\u00e9dico, e n\u00e3o como amigo, d\u00e1 pra eu viajar?\u201d. Havia somente uma resposta para essa pergunta t\u00e3o trai\u00e7oeira: \u201c\u00c9&#8230; como m\u00e9dico, n\u00e3o acho que voc\u00ea deveria ir n\u00e3o&#8230; isso s\u00e3o horas de fazer essa pergunta!!\u201d.<\/p>\n<p>Saindo sem o Marcola, tivemos que partir para o plano \u201cB\u201d, algo guardado na manga e estudado at\u00e9 a exaust\u00e3o pelo amigo russo, e que ele aparentemente tinha t\u00e3o pronto, que me fez pensar se aquele sangue no vaso viera realmente ao acaso.<\/p>\n<p>O foco ent\u00e3o se voltou para a Pedra Verde, montanha imponente com seus 1430m metros de altitude e aparentemente nunca escalada. T\u00ednhamos toda ra\u00e7a de mapa topogr\u00e1fico e rodovi\u00e1rio da regi\u00e3o, e seguindo suas indica\u00e7\u00f5es adentramos sem erros a \u00e1rea mais pr\u00f3xima \u00e0 base da parede. Paramos o carro em uma fazenda localizada no vale, logo abaixo da montanha. O lugar era paradis\u00edaco, o c\u00e9u e os cumes encontravam-se escondidos por nuvens. T\u00ednhamos parado ao lado de um rio e nessa hora resolvi dar uma pequena busca nas proximidades. Passei por trilhas e uma represa que acabou por me levar a um pasto e, em seguida, a um chiqueiro, um galinheiro e uma casa. A casa era grande e localizada num lugar privilegiado de onde se tinha vis\u00e3o de todo o vale e da montanha. Na frente havia uma mulher varrendo o ch\u00e3o, do seu lado, sentado em uma escada e tomando caf\u00e9, estava quem imaginei ser seu marido. Fui puxar assunto, explicando o que estava fazendo ali, e enquanto tentava ser o mais claro poss\u00edvel, percebi o quanto era absurdo pra eles aceitar com naturalidade aquela hist\u00f3ria toda&#8230;\u00a0 Seus nomes eram Flavinho e Luzia, perguntei ent\u00e3o se poderia acampar na fazenda. Ap\u00f3s o consentimento, partimos para a parede.<\/p>\n<p>Iniciamos a caminhada, mochilas pesadas e fac\u00e3o na m\u00e3o; aproveitamos as \u00e1reas de pasto para nos aproximar o m\u00e1ximo poss\u00edvel da pedra. Sempre com ela bem vis\u00edvel, procur\u00e1vamos a face de acesso mais simples ao cume e finalmente, no fim dos pastos, precisamos seguir com o uso do fac\u00e3o. Dessa forma, ap\u00f3s tr\u00eas horas abrindo mata fechada, est\u00e1vamos na base da parede. Dali a parede parecia generosa, cheia de plat\u00f4s, buracos e o cume logo ali&#8230; A fome de pedra era tanta que o primeiro grampo foi batido 50 metros acima da base, com o Boris me dando seguran\u00e7a sentado em uma brom\u00e9lia. Mais tarde bater\u00edamos mais dois grampos abaixo deste.<\/p>\n<p>Seguimos ent\u00e3o num estilo de conquista que permaneceu em todas as investidas. O guia sa\u00eda da parada com furadeira, \u00e1gua, anorak, marreta, punho, 12 grampos e 12 costuras. Os grampos foram batidos em sua maioria aproveitando os acidentes da rocha, de p\u00e9 sobre buracos ou aproveitando a ader\u00eancia da parede.<\/p>\n<p>No primeiro dia hav\u00edamos achado a base, aberto a trilha e subido 70 metros de parede. Volt\u00e1vamos para o carro satisfeitos e agora procurar\u00edamos um lugar para descansar e voltar \u00e0 parede no dia seguinte.<\/p>\n<p>Voltando ao carro, e sem contar com a luz do dia, procur\u00e1vamos um lugar para passar a noite. Enquanto Boris e Rafaela armavam sua barraca, eu tomava banho no rio e lembrava que n\u00e3o havia levado nada al\u00e9m de saco de dormir e isolante t\u00e9rmico e, naquele frio, n\u00e3o me parecia muito agrad\u00e1vel. Foi nesse momento, nu dentro de um rio, que recebi a melhor de todas as not\u00edcias. Aquele cara grand\u00e3o, que tinha encontrado mais cedo, nos chamava para sua casa.<\/p>\n<p>Custei a acreditar, mas fomos recebidos com um caf\u00e9 quente, e no meio de muitas perguntas sobre o que t\u00ednhamos visto na montanha, nos ofereceu um quarto com tr\u00eas camas e chuveiro quente para que fic\u00e1ssemos \u00e0 vontade. Naquele feriado de Tiradentes, fizemos mais uma investida avan\u00e7ando mais 120 metros.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03352.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-213\" title=\"foto Carlos Arruzzo\" src=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03352.jpg?w=300\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03352.jpg 2592w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03352-300x225.jpg 300w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc03352-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com toda aquela moleza n\u00e3o precis\u00e1vamos acordar t\u00e3o cedo e assim que levantamos, fomos recebidos com leite de vaca rec\u00e9m tirado e aquele caf\u00e9, talvez o mais doce que j\u00e1 tomei.<\/p>\n<p>O \u00faltimo dia, tiramos exclusivamente para conhecer a fazenda. Fomos no curral pela manh\u00e3, na hora do leite, e assim fomos conhecendo o casal, suas filhas Anabelle e Isabela e os vizinhos e parentes que vinham de todo lugar para ajudar no cuidado com o gado e tomar aquele caf\u00e9. Eram muitos, Baiano, Jacar\u00e9, Pe\u00e7anha&#8230; Todos faziam quest\u00e3o de ajudar e contavam in\u00fameras hist\u00f3rias onde, de alguma forma, Flavinho os havia ajudado. Percebemos ent\u00e3o que t\u00ednhamos sem querer, entrado nas terras do cara mais gente boa daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de l\u00e1 com data marcada para a volta, ap\u00f3s um passeio guiado por nosso anfitri\u00e3o que perdeu o almo\u00e7o de P\u00e1scoa para nos levar em uma cachoeira da regi\u00e3o. Voltamos mais tr\u00eas vezes at\u00e9 a conclus\u00e3o da via, sempre sendo recebidos da mesma forma: quarto, banho quente, muita conversa e caf\u00e9. Aos poucos, j\u00e1 \u00edamos reconhecendo as pessoas pelo caminho.<\/p>\n<p>A via dava a impress\u00e3o constante de proximidade do cume, o que se revelou uma ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Na <strong>segunda investida<\/strong> recebemos o refor\u00e7o do Ivan, o que ajudou na log\u00edstica, principalmente para divis\u00e3o de peso e a possibilidade de carregar cordas para deixar na parede.<\/p>\n<p>Ivan e Boris come\u00e7aram conquistando, desta vez, mantendo o estilo tradicional de escalada. Chovia e trovejava na regi\u00e3o, mas na Pedra Verde, nada. Chegamos a parar, para esperar a chuva cair, mas s\u00f3 vento, enquanto a \u00e1gua caia a alguns quil\u00f4metros dali&#8230; No dia seguinte voltamos, e passamos pelo trecho mais dif\u00edcil da via, aparentemente um s\u00e9timo grau em ader\u00eancia.<\/p>\n<p>Na <strong>terceira investida<\/strong>, sa\u00edmos do Rio, certos de que chegar\u00edamos ao cume. T\u00e3o certos que fomos direto para outra pedra, iniciando outra conquista na regi\u00e3o, deixando a Pedra Verde para o dia seguinte.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, de volta ao objetivo principal, subimos pelas cordas fixas com o jumar, e retomamos a empreitada do ponto anterior. Por\u00e9m, mesmo n\u00e3o aparentando, a pedra mostrava-se bem mais complicada do que o esperado e, no final do dia, alcan\u00e7amos um plat\u00f4 de mato, mas bem longe do cume. Na tentativa de continuar no dia seguinte, pens\u00e1vamos em dormir naquele plat\u00f4, se \u00e9 que pode ser chamado assim.<\/p>\n<p>Avistamos o por do sol e conversamos, a medida que escurecia e ia esfriando. Pouco a pouco colocamos todo nosso arsenal de agasalhos. N\u00e3o havia saco de dormir e, \u00e0s nove da noite, enrolamos as cordas nas pernas e fizemos nosso jantar &#8211; sanduiche de atum; n\u00e3o haveria mais nada para comer depois disso.<\/p>\n<p>O term\u00f4metro marcava oito graus e o vento vinha diretamente. Tentava me distrair olhando as estrelas, mas em pouco tempo come\u00e7amos a procurar alguma desculpa que justificasse uma descida honrosa. Trinta minutos depois, e com v\u00e1rias desculpas, descemos.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, \u00edamos com certa regularidade a Madalena, em geral tr\u00eas semanas. Mas desta vez, tr\u00eas meses se passaram at\u00e9 que consegu\u00edssemos uma nova data. Retornamos ent\u00e3o: Boris, Ivan e eu. Conclu\u00edmos que a melhor estrat\u00e9gia seria mesmo dormir na parede. O objetivo era o cume e, para isso, cada um tinha uma fun\u00e7\u00e3o: Boris, mais familiarizado com o jumar, subiria os trechos encordados; eu trataria de guiar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e o Ivan cuidaria da motiva\u00e7\u00e3o da subida, trazendo de seu restaurante quiches e maravilhas culin\u00e1rias esmagadas no fundo da mochila.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc034901.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-222\" title=\"foto Carlos Arruzzo\" src=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc034901.jpg?w=300\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc034901.jpg 2592w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc034901-300x225.jpg 300w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/dsc034901-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pensando na noite que viria e no bivac, carregamos tr\u00eas litros d\u2019\u00e1gua, agasalhos, saco de dormir e comida extra, todo esse peso lentificou a subida; chegamos ao plat\u00f4 de mato, j\u00e1 no final da tarde. N\u00e3o poderia imaginar ficar naquele plat\u00f4 de novo, e sem pensar em muita coisa, e aproveitando os \u00faltimos raios de sol, parti com tudo que tinha em dire\u00e7\u00e3o ao cume.<\/p>\n<p>Pedi para o Ivan me avisar quando chegasse o meio da corda e bati um grampo. Trinta metros acima, quando a corda acabou, gritei para os dois subirem junto comigo. Seguimos assim pelos pr\u00f3ximos 150 metros, sempre batendo um grampo a cada 20\/30 metros, tocando por um cost\u00e3o de 2\u00b0\/3\u00b0 grau cada vez mais f\u00e1cil, at\u00e9 que avistei uma \u00e1rvore. N\u00e3o me contive, e com o dia quase escuro, adentrei o mato e comecei a abrir uma trilha na aresta, em dire\u00e7\u00e3o ao cume. A vegeta\u00e7\u00e3o era densa e conforme subia, procurava o lugar ideal para passar a noite. Finalmente, ap\u00f3s nos reunirmos, optamos por dormir sob uma \u00e1rvore, e chegar ao cume no dia seguinte. A via estava conclu\u00edda!<\/p>\n<p>Preparamos nosso acampamento, guardamos o material de escalada e jantamos. A quiche estava maravilhosa, embora seu sabor at\u00e9 hoje permane\u00e7a um mist\u00e9rio. Durante a noite o tempo mudou, e pela manh\u00e3 tudo estava branco. Levamos mais 30 minutos at\u00e9 o cume.<\/p>\n<p>O caminho \u00e9 uma aresta com precip\u00edcios dos dois lados. Comemoramos nossa chegada e esperamos, por uma hora, que o tempo abrisse. N\u00e3o abriu e descemos, desarmando o acampamento. Come\u00e7\u00e1vamos assim o rapel. Descemos lentamente, curtindo a via que t\u00ednhamos terminado, fazendo o croqui bem detalhado e retirando as cordas fixas da parede. Regress\u00e1vamos ao carro, levando de presente ao Flavinho uma de nossas cordas para que usasse de arreio ou para amarrar as canelinhas das vacas.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 anterior, ao chegar, a casa estava vazia e ao chegar no curral encontramos a Luzia, que nos deu a not\u00edcia de que o Flavinho n\u00e3o estava. Nas \u00faltimas semanas, um sobrinho seu havia morrido de leucemia e naqueles dias seu pai havia sido internado em estado grave devido \u00e0 apendicite e ele o acompanhava, provavelmente voltaria naquele dia. Avisamos que dormir\u00edamos na pedra, e ela nos disse que deixaria a casa aberta para quando volt\u00e1ssemos.<\/p>\n<p>No domingo, quando voltamos, n\u00e3o havia ningu\u00e9m na casa e nem no curral. Tomamos banho e deixamos umas sacolas de roupas, a corda e um bilhete agradecendo por tudo.<\/p>\n<p>Voltando pra casa, depois de 56 grampos batidos, 4 investidas, 7 dias de escalada, 1 bivac e 600 metros de escalada. Ainda n\u00e3o t\u00ednhamos um nome para a via, j\u00e1 cruz\u00e1vamos a ponte Rio &#8211; Niter\u00f3i quando decidimos: \u201cGente boa!\u201d Em homenagem ao nosso amigo Flavinho. E ficou assim: Gente Boa 5\u00b0 VIIa E3 D4 600metros.<\/p>\n<p>Carlos Arruzzo (Xuxu)<\/p>\n<p>[slideshow]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em maio deste ano, recebi um convite do Boris, para uma conquista em Madalena. A cidade de Santa Maria Madalena fica a 250 km do Rio de janeiro e foi o ber\u00e7o de algumas celebridades como Sidney Magal e a gloriosa Dercy Gon\u00e7alves, cuja est\u00e1tua com os seios \u00e0 mostra encontra-se em lugar de destaque <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/2011\/10\/03\/pedra-verde\/\">Leia mais&#8230; &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[37,46,50,54,58,63,88,123],"class_list":["post-191","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-agosto-e-setembro-2011","tag-caminhada","tag-centro-excursionista-guanabara","tag-clube-de-caminhada","tag-conquista","tag-curso-de-montanhismo","tag-escalada","tag-montanhismo","tag-via"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}