{"id":466,"date":"2012-05-20T22:43:00","date_gmt":"2012-05-21T02:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ceguanabara.wordpress.com\/?p=466"},"modified":"2012-05-20T22:43:00","modified_gmt":"2012-05-21T02:13:00","slug":"biri4-na-montanha-2a-edicao-parque-nacional-de-itatiaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/2012\/05\/20\/biri4-na-montanha-2a-edicao-parque-nacional-de-itatiaia\/","title":{"rendered":"Biri4 na Montanha \u2013 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o \u2013 Parque Nacional de Itatiaia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dsc005961.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-467\" title=\"foto Ana Carolina\" src=\"http:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dsc005961.jpg\" alt=\"\" width=\"655\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dsc005961.jpg 640w, https:\/\/guanabara.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dsc005961-300x66.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na sexta-feira (30\/03) colocamos o p\u00e9 na estrada (BR-116) rumo ao Parque Nacional de Itatiaia. A trupe estava completa: Eu, Juliana, Samantha e Tha\u00eds.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos resolvido passar a noite em Resende e seguir para o Parque na manh\u00e3 de s\u00e1bado. Para tanto, e dentro do nosso limite or\u00e7ament\u00e1rio, buscamos um hotel na internet e fizemos a reserva.<\/p>\n<p>Chegando l\u00e1 descobrimos o motivo do pre\u00e7o \u201cem conta\u201d para o nosso pouso de uma noite: o hotel era cinco estrelas!!! O n\u00famero m\u00ednimo de estrelas que dava para contar atrav\u00e9s do buraco na parede em nosso quarto (rs).<\/p>\n<p>Nos dividimos em duas duplas e fomos buscar os aposentos que salvavam. A busca foi em v\u00e3o. Poeira, mofo, infiltra\u00e7\u00f5es, buracos, toalhas encardidas, todos estavam conosco nessa viagem. Como somos brasileiras e n\u00e3o desistimos nunca, abrimos uma bela garrafa de vinho e dormimos em nossos maravilhosos sacos de dormir.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de s\u00e1bado (31\/03) levantamos com a corda toda, preparadas para colocar o p\u00e9 na estrada. Antes de partirmos, resolvemos dar uma olhada no caf\u00e9 da manh\u00e3. Foi como um o\u00e1sis no deserto (&#8230;) diante de acomoda\u00e7\u00f5es e estruturas t\u00e3o prejudicadas, o caf\u00e9 da manh\u00e3 tinha seu valor!!! Aproveitamos para recarregar as baterias e seguimos rumo ao Parque.<\/p>\n<p>Voltando para a estrada fomos at\u00e9 Engenheiro Passos onde pegamos a BR-354 (Rio\u2013Caxambu). Na altura da Garganta do Registro (ao lado de um posto fiscal estadual) tomamos a primeira estrada \u00e0 direita, caindo na BR-485 (Rodovia das Flores). S\u00e3o aproximadamente 13 km de estrada de terra at\u00e9 o Posto Avan\u00e7ado das Agulhas Negras (Posto Marc\u00e3o), que d\u00e1 acesso \u00e0 parte alta do Parque. Apesar da estrada n\u00e3o ser das melhores, a gra\u00e7a est\u00e1 em transitar pela BR mais alta do Brasil e apreciar uma vista \u00edmpar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o ao guarda-parque, pegar os braceletes de identifica\u00e7\u00e3o, a chave do Abrigo Rebou\u00e7as, estacionar o carro e arrumar as mochilas, seguimos caminhando pela estrada principal do Parque (aproximadamente 30 minutos at\u00e9 o Rebou\u00e7as).<\/p>\n<p>Depois da primeira curva \u00e9 poss\u00edvel avistar parcialmente a atra\u00e7\u00e3o principal: as Agulhas Negras. Conforme nos aproximamos do Rebou\u00e7as a vista se amplia. Chegamos ao abrigo, escolhemos nossas camas na su\u00edte que fica ao fundo do sal\u00e3o principal, montamos nossas mochilas \u201cde ataque\u201d e partimos para a primeira caminhada: rumo \u00e0s Prateleiras (2551m).<\/p>\n<p>Como nenhuma das quatro conhecia o Parque, t\u00ednhamos uma lista selecionada das principais montanhas, mas n\u00e3o sab\u00edamos as dist\u00e2ncias, gradua\u00e7\u00e3o de dificuldade das trilhas e outras informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para um c\u00e1lculo correto do que poderia ser feito em um dia. Consultamos o guia gentilmente cedido pela nossa amiga In\u00eas e seguimos caminhando pela estrada principal do Parque. Uma caracter\u00edstica curiosa \u00e9 que como ali seria a BR-485 \u2013 estrada que cortaria o Parque \u2013 parte da \u201ctrilha\u201d que leva \u00e0s Prateleiras ainda \u00e9 asfaltada.<\/p>\n<p>Ao final da estrada\/trilha seguimos \u00e0 direita come\u00e7ando uma leve subida. A trilha bem sinalizada e a vegeta\u00e7\u00e3o baixa n\u00e3o nos deram margem a d\u00favidas sobre o caminho. Ap\u00f3s aproximadamente uma hora de caminhada foi poss\u00edvel avistar as Prateleiras que estavam parcialmente encobertas por n\u00e9voa. No trecho final da trilha iniciou-se um trepa-pedras levemente \u00edngreme, tomando mais 30 minutos at\u00e9 a base das Prateleiras.<\/p>\n<p>Essa montanha tem um aspecto bem interessante, pois aparenta ter sido formada por uma s\u00e9rie de pedras enormes que parecem ter sido encaixadas irregularmente umas nas outras, deixando v\u00e3os consider\u00e1veis entre algumas delas. Sentamos na base, contemplamos a face sul, fizemos um lanche e tiramos muitas fotos. Como as varia\u00e7\u00f5es de altitude no Parque s\u00e3o pequenas, a trilha at\u00e9 ali tinha sido bem tranquila e r\u00e1pida. Resolvemos conhecer outras montanhas naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltamos pela trilha de acesso, tomando outra \u00e0 direita logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino do trepa-pedras que levava \u00e0 base e fomos contornando as Prateleiras, podendo ver a face norte. Cruzamos um vale e logo nos deparamos com a Pedra da Tartaruga. Logo atr\u00e1s dela estava a Pedra da Ma\u00e7\u00e3 que causou debate no grupo por mais parecer com uma pera. Ambas parecem ter sido colocadas ali e estarem equilibradas em uma base pequena, dando a falsa sensa\u00e7\u00e3o de que rolar\u00e3o montanha a baixo.<\/p>\n<p>Depois de contempl\u00e1-las, continuamos caminhando em busca da Pedra Assentada (2453m). Descemos por uma laje de pedra e identificamos duas trilhas bem fechadas: uma \u00e0 direita e a outra \u00e0 esquerda. Optamos pelo lado esquerdo, onde a vegeta\u00e7\u00e3o estava mais baixa. Seguimos pelo mato at\u00e9 chegar a uma pedra que parecia um \u201cfalso cume\u201d da Pedra Assentada. De l\u00e1 conseguimos ver que a trilha correta seguia pela direita, mas que ela estava praticamente toda fechada pela vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a noite estava para chegar, o tempo estava fechando e n\u00e3o quer\u00edamos nos cortar mais com a vegeta\u00e7\u00e3o, optamos por regressar ao Rebou\u00e7as. No caminho de volta alguns trov\u00f5es nos fizeram apertar o passo. A fina chuva chegou e apertamos um pouco mais o caminhar, at\u00e9 que ela foi engrossando e fomos surpreendidas por granizo! N\u00e3o via chuva de granizo desde a minha inf\u00e2ncia e definitivamente n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel caminhar em pedras molhadas sendo atingida por pedras de gelo. D\u00f3i de verdade!!!<\/p>\n<p>Chegamos ao Rebou\u00e7as encharcadas e Sass\u00e1 foi fazer um miss\u00f4 para nos aquecermos. Alguns miss\u00f4s, torradinhas, pastinhas, queijos e \u201cgatorades\u201d depois est\u00e1vamos aquecidas, secas e muito felizes pela caminhada e pelo dia fant\u00e1stico que tivemos.<\/p>\n<p>Terminamos a noite de s\u00e1bado na cozinha, papeando com o pessoal que estava no abrigo, tomando \u201cgatorade\u201d e saboreando as deliciosas batatas rosti que nossa mestre cuca J\u00fa estava fazendo no improviso (rs).<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de domingo (01\/04), levantamos com o intuito de ir \u00e0 Pedra do Altar (2665m), mas a n\u00e9voa n\u00e3o nos deixava enxergar nada. Infelizmente, como o dia demorou um pouco a abrir e t\u00ednhamos que voltar ap\u00f3s o almo\u00e7o, resolvemos caminhar rumo ao Altar, mas com o compromisso de voltar at\u00e9 \u00e0s 12 horas, parando onde estiv\u00e9ssemos nesse hor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mesmo sabendo que n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00edamos o cume, seguimos pela trilha que leva \u00e0s Agulhas Negras, constantemente sendo \u201cacompanhadas\u201d pelas Agulhas \u00e0 esquerda e pelas Prateleiras \u00e0 direita. Passando pela ponte p\u00eansil seguimos atrav\u00e9s da trilha \u00e0 esquerda, logo ap\u00f3s a \u201ctrifurca\u00e7\u00e3o\u201d. Conforme \u00edamos subindo a vis\u00e3o das Agulhas Negras (2791.50m) ficava mais bonita. Paramos por algumas vezes para contemplar aquele pared\u00e3o de pedras disformes riscadas por um pente de a\u00e7o do cume \u00e0 base e seus tr\u00eas picos.<\/p>\n<p>Subindo mais, ao lado das Agulhas, encontramos a Asa de Hermes (2641m). Ap\u00f3s mais algum tempo de caminhada resolvemos retornar ao Rebou\u00e7as para pegar nossas mochilas e zarpar de volta ao Rio.<\/p>\n<p>P\u00e9 na estrada, parada para comprar queijos e guloseimas e volta para casa depois de um sensacional final de semana com amigas, na montanha e com muita divers\u00e3o. Qual ser\u00e1 a pr\u00f3xima???<\/p>\n<p>[slideshow]<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><strong><em>Ana Carolina Oliveira<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sexta-feira (30\/03) colocamos o p\u00e9 na estrada (BR-116) rumo ao Parque Nacional de Itatiaia. A trupe estava completa: Eu, Juliana, Samantha e Tha\u00eds. T\u00ednhamos resolvido passar a noite em Resende e seguir para o Parque na manh\u00e3 de s\u00e1bado. 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