{"id":548,"date":"2012-09-03T16:36:01","date_gmt":"2012-09-03T20:06:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ceguanabara.wordpress.com\/?p=548"},"modified":"2012-09-03T16:36:01","modified_gmt":"2012-09-03T20:06:01","slug":"travessia-petro-x-tere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/2012\/09\/03\/travessia-petro-x-tere\/","title":{"rendered":"Travessia Petro x Tere"},"content":{"rendered":"<p>No dia 25 completei mais uma travessia Petro x Tere e, conforme todas as outras, jurei a mim mesmo que seria a \u00faltima, principalmente ao chegar na barragem, pois, n\u00e3o obstante a fal\u00eancia m\u00faltipla dos \u00f3rg\u00e3os &#8211; os meus; n\u00e3o os da serra -, ainda havia a caminhada at\u00e9 a portaria e dali at\u00e9 a pracinha do alto. Da\u00ed pra frente \u00e9 luxo e conforto que n\u00e3o vale a pena mencionar.<\/p>\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, um fen\u00f4meno a ser registrado. Podem acreditar em mim. L\u00e1 vai: nunca fiquei t\u00e3o cansado. A subida at\u00e9 o Queijo, Ajax e Isabeloca, h\u00e1 dada altura, tornou-se uma tortura. O sol estava abrasador, parecia ver\u00e3o, e a subida me trouxe \u00e0 mente aquela famosa frase comum a muitos montanhistas (pelo menos uma vez): \u201co que\u00a0 que eu estou fazendo aqui, PQP&#8230; \u201d. Mas, como estava me guiando pelo tempo,\u00a0 contemporizei com os meus pulm\u00f5es e joelhos e fixei 12h para chegar no A\u00e7u\u00a0 (comecei a caminhar \u00e0s 8h50). Surpreendentemente, \u00e0s 11h30 passei no A\u00e7u e segui adiante.<\/p>\n<p>A meta, agora, seria chegar ao Sino por volta das 15h\/16h. A ideia inicial era fazer tudo, portaria &#8211; portaria em 10h, ou seja, chegar em Tere no m\u00e1ximo \u00e0s 19h. Assim sendo, meti o p\u00e9. Mas como dito antes, nunca me senti t\u00e3o cansado. Parei muitas vezes para respirar de cabe\u00e7a baixa, senti muitas c\u00e3imbras devido ao \u00e1cido l\u00e1tico (ou seria o kachassico?) nas pernas. Durante o percurso, nesse segundo ter\u00e7o da caminhada, passei por hordas de visitantes da montanha e, minha maior preocupa\u00e7\u00e3o seria encontrar engarrafamentos nos pontos cr\u00edticos. Dito e feito.<\/p>\n<p>No buraco, antes da subida do Sino, consegui ultrapassar uns dez quando ainda\u00a0 colocavam as cordas , mas, a realidade se mostrou logo ao chegar no Cavalinho. Havia, seguramente, umas trinta almas penadas tentando ultrapassar esse obst\u00e1culo com suas mochilas cargueiras, cordas, bast\u00f5es etc&#8230; Enquanto se discutia o movimento antropof\u00e1gico da Semana de Arte Moderna de 1922, passei reto pela esquerda (n\u00e3o\u00a0 recomendo) e, l\u00e9pido e fagueiro, encontrei outros 30 em fila indiana \u00e0 frente. Na base do \u201cd\u00e1 licen\u00e7a e \u201cfaz fav\u00f4\u201d, passei reto tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Felizmente, na escada s\u00f3 encontrei uma alma penada (at\u00e9 rimou) desejando que o Abrigo 4 fosse logo ali. Eu menti para ela, mas n\u00e3o sinto nenhum remorso no cora\u00e7\u00e3o. E a\u00ed, no \u201ccambio de pendiente\u201d olhei o rel\u00f3gio: 14h30. Se eu tivesse um espelho naquela hora, teria olhado para mim mesmo e dito: \u201cMandou bem, man\u00e9, 3h A\u00e7u-Sino\u201d. Bom, agora s\u00f3 falta a descida at\u00e9 a Barragem.<\/p>\n<p>Como era inevit\u00e1vel, relaxei e fui. Resultado, 17h na Barragem e, mais meia horita at\u00e9 a portaria. Completei o percurso em 8h40. E eis a\u00ed o paradoxo: meu melhor tempo de travessia, ainda jovem com 47 anos, foi de 8h30 e, agora, fiz com mais 10 minutos. \u201cDurma com um barulho desses!\u201d<\/p>\n<p>Assim foi. Desculpem a quantidade de letras. E, conforme prometido, nunca mais fa\u00e7o isso &#8230;. neste m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em><strong>Luiz Alberto Correia<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 25 completei mais uma travessia Petro x Tere e, conforme todas as outras, jurei a mim mesmo que seria a \u00faltima, principalmente ao chegar na barragem, pois, n\u00e3o obstante a fal\u00eancia m\u00faltipla dos \u00f3rg\u00e3os &#8211; os meus; n\u00e3o os da serra -, ainda havia a caminhada at\u00e9 a portaria e dali at\u00e9 a <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/2012\/09\/03\/travessia-petro-x-tere\/\">Read More &#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[116,115],"class_list":["post-548","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-junago-2012","tag-travessia-petro-tere","tag-travessia-petropolis-teresopolis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}