{"id":78,"date":"2011-05-13T18:45:01","date_gmt":"2011-05-13T22:15:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ceguanabara.wordpress.com\/?p=78"},"modified":"2011-05-13T18:45:01","modified_gmt":"2011-05-13T22:15:01","slug":"na-italianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guanabara.org.br\/index.php\/2011\/05\/13\/na-italianos\/","title":{"rendered":"Na Italianos"},"content":{"rendered":"<p>A Italianos era uma via cheia de mitos para mim. Eu queria faz\u00ea-la h\u00e1 muito tempo, pois uma vez entrevistei um amigo e ele disse que fazer a Italianos era como dan\u00e7ar bal\u00e9, tamanha a suavidade que ela exige para ser cumprida. Depois de uma explica\u00e7\u00e3o dessas, comecei a implorar para os amigos e v\u00e1rios prometeram que me levariam.<\/p>\n<p>No entanto, quem cumpriu foi justamente quem n\u00e3o prometeu, rsrsrs. Fui com o Play, com quem escalei bastante em 2009 e que foi um incentivo para eu come\u00e7ar a guiar &#8211; ele adora deixar barriga quando estamos escalando e com ele percebi que j\u00e1 podia subir sem \u201cdepender\u201d tanto, psicologicamente, da corda.<\/p>\n<p>Todo mundo diz que o Play \u00e9 meio louco, que gosta de se meter em roubadas. Eu, particularmente, me sinto super-bem escalando com ele, mas\u00a0 tive a certeza de que, ao me levar, ele gosta de uma roubada mesmo. N\u00e3o tinha a menor no\u00e7\u00e3o de como a Italianos era. Foi bem diferente de tudo que fiz at\u00e9 ent\u00e3o. Via exigente em diversos sentidos, gostosa em muitos trechos, em outros nem tanto.<\/p>\n<p>Para mim a via come\u00e7ou ainda na Cl\u00e1udio Coutinho, pois eu ficava correndo para acompanhar a passada larga do Play e fiz a trilha at\u00e9 a base em &#8211; pasmem &#8211; 15 minutos. Para mim, um recorde absoluto que n\u00e3o sei se pretendo bater. Iniciamos a via rapidamente. Fiquei na ansiedade de perder o contato visual com o guia, algo que me deixa desconfort\u00e1vel demais.\u00a0 Mas n\u00e3o foi t\u00e3o ruim. Tive uma queda em um lance bobo na terceira enfiada, onde eu estava insegura e n\u00e3o queria roubar. A corda estava com uma barriguinha, escorreguei\u00a0 pedra abaixo. S\u00f3 de raiva voltei e fiz o lance limpo, do mesmo modo que pensei da vez anterior, mas metendo o p\u00e9 com vontade contra a rocha e sentido a ader\u00eancia da sapatilha. Eu o d e i o cair. Mas as quedas s\u00e3o interessantes para percebermos onde erramos e lidarmos com nossa inseguran\u00e7a na pedra. Depois as pernas tremiam tanto &#8211; nunca olhe pra baixo depois de um escorreg\u00e3o &#8211; que eu gritava a cada lance. Achei que nunca mais pararia de tremer, mas cheguei em um lance de terceiro e me recompus.<\/p>\n<p>Enfim, terminamos a Italianos e entramos na Troglodita, via igualmente gostosa e tranquila. No computo geral, n\u00e3o fiz\u00a0 via do modo que gosto &#8211; gosto de escalar tranquila e sentindo o sabor e o cheiro da montanha. Mas agora, passado o mito da \u201cVia dos Italianos\u201d, quero me preparar melhor e repeti-la com menos ansiedade e mais curti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><strong><em>Elizete Ign\u00e1cio<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Italianos era uma via cheia de mitos para mim. Eu queria faz\u00ea-la h\u00e1 muito tempo, pois uma vez entrevistei um amigo e ele disse que fazer a Italianos era como dan\u00e7ar bal\u00e9, tamanha a suavidade que ela exige para ser cumprida. 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