Minha vida pós CBM

Eu gostava de montanhas, mas viver tão perto delas e tão longe do mar (procurem as cidades Augsburg e Tübingen, da Alemanha, no Google maps), me deixou aflita.

Pois bem, vim para o Rio – e em parte para matar saudades do mar. E muitas. Levei mais que um ano. Não estava nem aí para pedras.

Mas aí conheci a Alfa e ela me levou na pedra. No Pão de Açúcar, nos Coloridos, na Babilônia e, em algum momento, meu sonho de consumo chegou a ser um capacete bem bonito, um ATC Guide e um boudrier super leve e confortável.

Fiz o CBM, levei uma pancada e travei, encontrei uma pessoa sem sorte no Costão, mas vou dizer o quê? Agora já era.

Pois, me levaram para Salinas. (Con-)viver aqueles dias na montanha muda tudo: passar o dia olhando pra parede procurando um capacete colorido, ou à noite procurando uma lanterninha, e ficar esperando até todos voltarem da rocha.

Ouvindo as histórias e, ao final, fazendo histórias. Subir a Cabeça do Dragão e fazer cume no Capacete. Ter uma galera de despedida quando sair pra uma aventura nova e ter o comitê de recepção ao voltar (com uma cachacinha na mão).

Já tomei muito banho gelado, mas aquele depois do Capacete foi o mais delicioso de todos! E tudo isso não tem preço. Foi uma experiência maravilhosa – e deu apetite. Agradeço a todos que estavam lá e a todos que a cada semana compartilham as histórias e experiências conosco.

Há uns que dizem que este CBM é o melhor depois do último. Só posso responder “há controvérsias”. Mas não importa, estamos aqui para fazer o nosso melhor! Firme e forte na rocha. Caminhando, escalando, escalaminhando, confraternizando, vocês escolhem, estamos às ordens.

Julia Stadler – CBM 2011

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