Irmão Maior do Leblon

Em meados de agosto, o Chico (Francisco Saraiva) me enviou um e-mail com sua programação para setembro. Dentre as bem atrativas atividades que ele programou (eu e Vini estaremos presentes na maioria), estava o Irmão Maior do Leblon.

Na mesma hora me empolguei, pois a Carlinha já tinha feito a caminhada e nos colocado “água na boca” com a sugestão (…) falei com o Vini e não tivemos dúvidas: respondemos o e-mail topando!!!

Domingo pela manhã (26/08/2012), nos encontramos na entrada da Comunidade do Vidigal: eu, Vini, Chico e Roberto Muylaert. O Roberto tinha apresentado a ideia da caminhada e o Chico a comprou, mas tudo que sabíamos sobre a subida estava em relatos pesquisados na internet e não muito objetivos.

Logo de cara, o crux da via: a subida de mototaxi até o início da trilha. E o meu medo de moto, faço o que com ele??? (rs) Agarrei o motoboy como se fosse parti-lo ao meio e repeti inúmeras vezes: Moço, por favor devagar! Tenho medo de moto! (rs) O motoboy, muito simpático, me acalmava com seu silêncio. Ajudou muito!

Após uma expressiva subida chegamos ao início da trilha. Cadê? Uma escada meio torta, caminhamos sobre uma mureta, por trás de algumas casas, chegamos a uma cerca que parecia ser eletrificada, mas que estava ali provavelmente para conter o crescimento da comunidade e achamos alguns sinais de trilha.

A trilha até o cume é bem agradável de fazer, alternando algumas “pirambas” meio escorregadias com trechos mais planos e cheia de mirantes para contemplarmos a vista de São Conrado, com a Pedra da Gávea ao fundo, a Comunidade da Rocinha, o Cristo, a Lagoa, Ipanema e até o Pão de Açúcar. Levamos aproximadamente uns quarenta minutos para subir, pois muitas fotos foram necessárias para registrar aquele lindo dia.

Quando chegamos ao cume do Irmão Maior já tinha um grupo por lá soltando pipa. Ficamos um bom tempo tirando fotos e papeando, pois apesar do sol, a manhã de domingo não estava tão quente. Logo após, começaram a chegar inúmeros grupos.

Na descida, cruzamos com outros que subiam. Não sei não, mas se não existisse o problema de logística através do Vidigal, o Irmão Maior poderia se transformar em uma Pedra Bonita da vida.

Enfim, regressamos até a entrada da trilha e voltamos caminhando, o que durou pelo menos trinta minutos até o ponto de encontro, na entrada da comunidade. Ficamos imaginando o ótimo aquecimento que seria subir a pé, apesar de não ser evidente como chegar até a trilha sem a ajuda dos mototáxis.

É muito legal presenciar a rotina de vida, a integração do Estado com uma região que há pouco vivia completamente marginalizada. A Comunidade do Vidigal já recebe inúmeros turistas para visitação e para estadia e os projetos de expansão e integração com a cidade aumentam a cada dia.

É sensacional voltar a ter acesso a uma montanha tão bonita que nos presenteia com a vista em forma de coração da Lagoa Rodrigo de Freitas. Chico (desta vez o Buarque) tem razão ao cantar que o Morro Dois Irmãos pode ser visto “como uma música parada, sobre uma montanha em movimento” (Morro Dois Irmãos, 1989).

Obrigada aos nossos guias! Ao Roberto pela sugestão e ao Chico pelo convite!!!

Ana Carolina Oliveira e Vinícius Gagno

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2 Comentários

  • Olá, Roberto. O visual é o mais lindo que já vi da cidade do Rio de Janeiro. Queria ir um dia lá para fotografar a lua cheia! Será que alguém me acompanha??!!!!
    Mas, se combinarem de subir pela manhã também, é só avisar!!!

  • Eu nem sabia desse relato da Ana. De fato o visual é muito bonito e vale o passeio. A Carlinha foi uma das inspiradoras dessa caminhada ao cita-lo um dia na lista. Parece-me que o pessoal não deu muito atenção e, coincidiu de um companheiro de trabalho ter pedido pra ir lá com ele. Foi a partir daí que comecei o trabalho de convencimento do Francisco,receoso do histórico da área. As informações da Carlinha também foram muito valiosas para nos dar segurança. No final foi muito mais facil do que imaginávamos. O companheiro do trabalho não pode ir no dia e estou devendo até hj uma subida com ele. Bom, a Ana já fez muito bem o relato da caminhada e, recomendo àqueles que ainda não foram. Roberto Muylaert

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